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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Outono à porta

E o Outono está aí!
Estou em Frankfurt e mais parece Inverno. Ao meio dia estão 15º e sente-se aquele ar gelado. Até os colegas que vêm de terras mais frias e habituados a temperaturas negativas se queixam do frio que está. Acho que é por estar também muita humidade no ar, torna-se desagradável e não há sapato nem casaco que nos consiga aquecer.

Mesmo assim, ontem à noite decidimos combater o frio e saímos. 
Desde o início da época que nunca tinha tido uma noite assim. Num bar escocês, numa pequena localidade chamada Rüdesheim (Alemanha), jogamos setas. Há anos que não o fazia e soube muito bem. 
Dentro do bar estava-se bem, um pouco abafado até e quando decidi vir embora soube bem apanhar ar fresco. Mas depois de uns 15 minutos a caminhar para o barco, precisava mesmo de entrar e sentir algum conforto porque... estava frio!!!

De qualquer forma, bem-vindo Outono... por mais frio que sejas! :)



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ainda por aqui :)

 
Depois de 5 meses em silêncio, aqui estou eu outra vez. Sei que tenho andado desaparecida por estas bandas mas consegui agora ter um tempo para me inspirar e contar um pouco do que tem sido esta aventura.
Um dia eu disse: “E se a vida fosse encarada como um grandioso acontecimento composto por pequenas e grandes aventuras?”
Pois esta tem sido grande, desafiante. Mais uma vez saí da minha zona de conforto para vir conviver com pessoas de várias culturas, com uma educação muito diferente da minha, andar em países onde nunca pensei chegar, divertir-me algumas vezes com ligeiras amizades que fui fazendo, arranjar muita força para me levantar de manhã bem cedo, procurar motivação para encarar toda a gente em certos dias e ganhar força para recomeçar de cada vez que voltei de férias.
Pois é, desta vez tive férias por duas vezes. Acreditem que não sei se será melhor ir ver a família e amigos ou ficar longe até ao final da época.
É muito bom ir a casa, à praia, dar aqueles abraços tão especiais, aqueles beijinhos, aquelas gargalhadas vindas do fundo do coração, comer daquela comida tão única, cheirar aquela terra, sentir aquela brisa do campo ou do mar, sentir o conforto do sofá ou o toque da colcha da minha cama, ouvir o ladrar do cão do vizinho e as gaivotas no ar ao final da tarde… só se sente isto mesmo em casa e só se dá valor quando não estamos lá.
E quando volto… dói. Assim que entro na fila da segurança do aeroporto, o coração fica apertadinho e parece que se vai derreter quando o avião levanta vôo.

Mas as aventuras têm o seu lado mais negro, mais difícil de encarar e é esse lado que nos faz pensar, faz com que nos conheçamos melhor e estejemos mais atentos a tudo e a todos os que nos rodeiam, dá-nos força para ultrapassar o que achávamos serem os nossos limites e coragem para alcançar metas que nunca imaginámos serem possíveis.

Nestes momentos mais negros, dói não ter aquele abraço, dói outra vez não poder desabafar na minha própria língua e com alguém de inteira confiança. Mas depois, o tempo passa e dói menos porque este tempo passa rápido e vamos estar juntos outra vez.
Porque vou estar novamente com aqueles que de facto fazem este grande acontecimento ter algum sentido.

Enquanto isso não acontece (sensivelmente daqui a mais dois meses) posso dizer que depois dos países de Leste, comecei a fazer o itinerário para noroeste (se assim o posso dizer).
Então, e começando ao contrário, vim da Roménia, passei pela Bulgária, Sérvia, Croácia, Hungria, Eslováquia e Áustria. Daí, subi à Alemanha e à Holanda.
Dizia eu no post anterior que seria tudo uma questão de adaptação e é bem verdade.
Agora que já estou há cerca de 4 meses sem ir ao Leste, já tenho vontade de fazer aquele itinerário outra vez. Existem muitas diferenças na paisagem aqui do norte da Europa; na largueza dos rios, nas casas, nas árvores, nas barragens, infinitas barragens que passamos por aqui. Só de Viena a Amesterdão são a módica quantia de 64. Acreditem ou não, são mesmo estas todas. O que vale é que a maior parte delas passamos durante a noite, nem me apercebo.
Mas também há as pessoas. Sinto que no leste a simpatia do povo é bem diferente.
São pessoas muito mais simples e, talvez porque precisem de turistas para a economia crescer, se souberem recebê-los com um sorriso, com certeza eles irão voltar.


O itinerário completo


Belgrado - Sérvia

Bratislava - Eslováquia

Budapeste - Hungria






sexta-feira, 18 de abril de 2014

Adaptação

E eis que está a terminar o primeiro cruzeiro no Danúbio.
Comecei em Viena, na Áustria, com tempo nublado, algo fresco mas com o sol a aparecer de vez em quando e a emanar algum calor. Depois, passei pela Eslováquia e pela Hungria, onde pude ver Budapeste, uma cidade linda, que vale mesmo a pena visitar e ficar por uns dias. Aqui já fez mais fresco. Segui caminho pela Croácia, Sérvia e Bulgária, onde estou agora e sinceramente ainda não vi nada de especial nestes sítios. Não paramos em grandes cidades, a não ser Belgrado, na Sérvia, mas também não é assim tão grande. Fiz uma caminhada pequena por lá com uma passageira e fui ver uma fortaleza perto do cais. Bonito!
Não pára de chover desde... nem sei quando... e o frio... ai credo! Tirem-me daqui! Mas cheira-me que isto vai aquecer, não tarda nada... a chuva é o mais incómodo, nem dá vontade de sair do navio.

Amanhã estou na Roménia, em Giurgiu (que é já do outro lado do rio, por acaso) e fico apenas umas horas antes de começar novo cruzeiro com novos passageiros para o lado de cá.
Aqui o rio é muito largo, tem uma corrente poderosíssima, navegamos a maior parte do tempo de noite, as moedas são diferentes em cada país, o fuso horário muda e temos controlo de passaportes. 
É muito diferente mas é tudo uma questão de adaptação :)




Como a internet aqui é muito lenta, não consigo fazer uploads de fotos convenientemente, por isso deixo aqui o barco onde estou e o Parlamento de Budapeste visto à noite.



Até breve!  

domingo, 23 de março de 2014

Nervinhos

E quando me perguntam "Então, quando vais? Tá quase, não?!" eu lembro-me do meu acompanhante que decidiu não arredar pé desde há algumas semanas atrás, o Sr. Nervoso Miudinho.
E dizem vocês, "oh, deixa-te de coisas, tu já sabes como é...!".
Sim, é verdade, já sei o que fazer, já sei para onde vou, já sei como é de uma forma muito generalizada. Então e o local de trabalho novo? E as pessoas que nunca vi, não conheço, não falam a minha língua e com quem vou ter de travar conhecimento e viver quase 24 horas por dia durante meses? Quem viveu isto, entende-me de certeza mas quem não viveu isto, viveu experiências semelhantes. Lembram-se de ter de mudar de escola? Lembram-se do primeiro dia de aulas numa escola nova? Lembram-se do primeiro dia de trabalho num emprego novo? É quase igual!

É a voz na nossa cabeça a dizer constantemente que conseguimos, que somos capazes porque somos profissionais e sabemos de certeza o que fazer.
Mas, ao mesmo tempo, é a ideia de que nem tudo depende de nós e por muito fortes que sejamos, quem vai estar connosco pode de certeza ter um papel crucial na confiança que depositamos em quase tudo o que fazemos e vivemos.

Enfim, só posso pensar em viver um dia de cada vez e acreditar, acreditar, acreditar. Se cheguei até aqui, consigo chegar um bocadinho mais longe :)



E para já, vou até ali ao meu paraíso carregar as baterias e respirar confiança.

Até já!

terça-feira, 4 de março de 2014

Pontapé de saída

Depois de uma temporada no sul, surgiu o convite para me juntar aos barcos novamente.
Mas é preciso fazer um refresh e começar com ideias novas e toda a vontade. 
Por isso, voltei à Alemanha para formação, rever colegas, conhecer novos colegas e até rever quem eu não esperava, as minhas ex-roomies aqui do rio Douro!

Correu lindamente. Custou nos primeiros dias levantar às 6h da manhã para comparecer às sessões de Yoga, continuar com ginástica pela manhã, mais Yoga e ginástica pela tarde e massagens à mistura.

Ainda nos restou energia para dançar à noite e animar os colegas de outros departamentos. 

Sem mais palavras, ficam as fotos :)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Toca a andar

O Ano Novo começou bem, sem chuva na primeira noite, o que ajudou bastante a que fosse mais descontraída e divertida, já que foi festejada na rua!
Os dias de Janeiro que se seguiram não trouxeram muito sol mas ainda deu para ir com a Rosinha à primeira caminhada de 2014, o ano em que o grupo Os Domingueiros faz 10 anos.
Foram 19kms nos Arrozais de Maiorca... sim, Maiorca, mas na Figueira da Foz, onde encontramos a Rua dos Domingueiros. Uau!
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz 2014

Feliz Ano Novo a todos! 
Têm 365 oportunidades para serem aproveitadas ao máximo! 
Sejam felizes!

Happy New Year everyone! 
You have 365 chances of making the most out of it! 
Be happy!